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Conscientização sobre VSR e bronquiolite cresce entre gestantes desde 2024

Pesquisa com 530 gestantes aponta avanço no conhecimento sobre vacinação na gravidez e sobre VSR e bronquiolite, mas dúvidas e lacunas regionais persistem

30 de out., 12:19 Brasil

Por Agência Brasil

Conscientização sobre VSR e bronquiolite cresce entre gestantes desde 2024
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil — arquivo ilustrativo de pré-natal no Rio de Janeiro, em setembro de 2026; não retrata participante da pesquisa

A percepção sobre o vírus sincicial respiratório (VSR), a bronquiolite e a dinâmica de imunização avançou no país desde 2024, segundo pesquisa realizada com gestantes em todos os estados.

O levantamento, feito pelo Instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipsos-Ipec) a pedido da Pfizer, fornecedora da vacina para o SUS, ouviu 530 gestantes brasileiras, com idades entre 18 e 45 anos. No período, o percentual de gestantes que conhecem ou já ouviram falar sobre o vírus respiratório passou de 58% para 70%.

Do total entrevistado, 79% apresentaram ao menos uma dúvida ou percepção equivocada sobre o tema, enquanto apenas 13% responderam corretamente a todas as afirmações avaliadas.

"Os dados regionais mostram que a conscientização avançou tanto no Sudeste quanto no Norte e Centro-Oeste, mas em pontos diferentes", afirmou a médica Adriana Ribeiro.

Avanços por região

No Sudeste, 74% das gestantes dizem conhecer ou já ter ouvido falar do VSR, o que representa 21 pontos a mais que em 2024. A bronquiolite também passou a figurar entre as doenças que mais preocupam, subindo de 40% para 55%.

No Norte e Centro-Oeste, a percepção da doença subiu de 12% para 47%. Além disso, metade das gestantes dessas regiões já reconhece que a bronquiolite pode ser grave, o dobro do registrado em 2024.

Vacinação

Segundo Ribeiro, a cobertura nacional entre gestantes está em torno de 84%, mas há estados com cobertura abaixo de 80%, como São Paulo, Rio de Janeiro e vários estados do Norte. Ainda assim, 46% das gestantes do Sudeste e 38% no Norte e Centro-Oeste não sabem que existe prevenção contra o VSR disponível no SUS. "O pré-natal é o momento-chave para fechar essa lacuna", afirma a médica.

A imunização para o VSR é relativamente recente, autorizada no país desde 2024 e ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde dezembro de 2025. As bronquiolites infantis estão entre as principais causas de internação por infecção em crianças de menos de três anos. Infecções pelo VSR também podem ser graves em idosos, e surtos recentes, inclusive após a pandemia da Covid-19, têm preocupado famílias e gestores.

A pesquisa mostra que a bronquiolite é atualmente a principal doença infectocontagiosa que preocupa as gestantes, citada por 60% das entrevistadas, ante 40% em 2024. Em outra pergunta, 46% entenderam que a doença pode ser grave, com risco de hospitalização e morte, especialmente para bebês e idosos.

Os dados indicam avanços no conhecimento sobre imunização durante a gestação: em 2026, 72% das entrevistadas afirmam saber da existência de um calendário vacinal específico para gestantes, contra 58% em 2024. Ainda assim, 25% acreditam que devem seguir apenas o calendário de vacinação correspondente à sua idade e 31% não reconhecem que algumas vacinas recomendadas na gestação também podem contribuir para a proteção do bebê.

"No Norte e Centro-Oeste, praticamente todas as gestantes já ouviram falar da bronquiolite. O que ainda está em construção é entender a relação entre o vírus e a doença, e a gravidade. No Sudeste, cresceu de 33% para 43% o número de gestantes que reconhecem o risco de internação e morte.

No Norte e Centro-Oeste, 40% já associam a bronquiolite ao VSR, 11 pontos a mais que em 2024. Ou seja, ouvir falar da doença, conhecer o vírus e entender a relação entre os dois são etapas diferentes da conscientização", pondera Ribeiro.

Houve também avanço na indicação de vacinação pelos médicos: 88% das gestantes afirmam ter recebido recomendação para se vacinar durante a gestação, ante 77% em 2024. Entre aquelas que receberam a indicação, 96% afirmam que seguem ou pretendem seguir a recomendação, e 71% relatam seguir integralmente as orientações recebidas durante o acompanhamento pré-natal.

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil — arquivo ilustrativo de pré-natal no Rio de Janeiro, em setembro de 2026; não retrata participante da pesquisa

Fonte: Agência Brasil